O adiamento da sessão do Congresso Nacional para análise de vetos presidenciais, prevista para ontem (23), foi uma vitória para o governo Lula (PT), mas não significa que haverá dias mais tranquilos na relação do Executivo com o Parlamento. O governo conseguiu adiar a sessão, evitando possível derrota em diferentes projetos. O presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), anunciou o adiamento pouco depois de o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmar ser “muito ruim” não realizá-la no dia. O episódio contrariou Lira, e o clima entre o governo e a cúpula da Câmara dos Deputados não teve melhora. Também não há harmonia entre os comandos da Câmara e Senado.
A sessão estava marcada para as 19h de ontem, com 32 vetos na pauta. Mas líderes da base do governo já articulavam o adiamento da votação. Isso porque estão em jogo temas sensíveis para a execução do orçamento. Se for derrotado, o governo será obrigado a cumprir um cronograma para liberação de emendas — gastos que deputados e senadores indicam para investir em seus redutos eleitorais, em forma de obras e projetos. Apesar de a Presidência ter prometido, via decreto, a liberação de R$ 20,5 bilhões em emendas até junho, parlamentares reclamam que os recursos não estão sendo disponibilizados no ritmo acordado.


Relacionadas
Após ciclo de preparação tumultuado, Brasil estreia hoje na Copa do Mundo
PV fecha questão por Ricardo Dias
PDT apresenta Mundim à Frente Democrática e Popular