25 de julho de 2021, 14:53h

Centro de Produção de Biodiversidade contribui para conservar árvores do Cerrado

Legado Verdes do Cerrado, de propriedade da CBA, produz mudas de 50 espécies nativas incluindo vulneráveis como cedro, garapa e ipê tabaco. O objetivo é auxiliar na recuperação ambiental e na conservação da flora do Cerrado

Em Goiás, não é incomum entre a população rural o fascínio pelas grandes árvores do Cerrado. As espécies mais conhecidas e bem faladas incluem os ipês por causa da beleza de suas flores, o baru devido à sua castanha, ou a aroeira em função da durabilidade de sua madeira. Mas também é de conhecimento popular que está ficando mais difícil encontrar algumas espécies do Cerrado como o cedro, uma árvore com altura que varia entre 10 e 25 metros.

No mês em que se comemora o Dia de Proteção das Florestas (17 de julho), chamar a atenção para o cuidado com os biomas brasileiros se justifica pela relevância que as florestas têm para a manutenção de todo o ecossistema. Elas são essenciais para a integridade dos rios e dos solos, para regular as chuvas, e para fornecer alimentos que garantem a vida de diversos animais, além de equilibrar os gases e a temperatura da atmosfera.

É com essa perspectiva que atua no coração do país, no município goiano de Niquelândia, o CPB – Centro de Produção de Biodiversidade, do Legado Verdes do Cerrado – Reserva Particular de Desenvolvimento Sustentável de propriedade da CBA (Companhia Brasileira de Alumínio), que há quatro anos exerce um importante papel para a conservação do Cerrado. É o segundo maior bioma do país, com aproximadamente dois milhões de quilômetros quadrados (24% do território), segundo o Serviço Florestal Brasileiro (SFB). Com uma vegetação considerada entre as mais ricas do planeta em biodiversidade, o Cerrado requer manejo adequado para manter as suas espécies conservadas.

O trabalho do CPB não se destina somente a produzir e comercializar mudas de espécies nativas do Cerrado, mas também contribuir para o desenvolvimento de projetos inovadores que perpetuam espécies nativas do bioma. Além do cuidado com a conservação das florestas, o cultivo de espécies nativas pode também ser um aliado de projetos de recuperação de ambientes no Cerrado e até de paisagismo urbano. O território do Legado Verdes do Cerrado é composto por vegetação com diferentes características, e conta com árvores matrizes mapeadas em todas as áreas da reserva.

O CBP cultiva 50 espécies diferentes, com capacidade produtiva de 200 mil mudas que atendem a demanda de parceiros da Reserva, instituições e proprietários rurais. Para produzir as plantas, a coleta de sementes é feita na própria área do Legado Verdes do Cerrado. A coleta também alimenta um banco de sementes com amostras que, futuramente, poderão ser plantadas, conservando assim espécies vulneráveis de extinção, como o cedro, a garapa e o ipê tabaco. O acervo do banco de sementes já chega a 1,9 milhão de amostras de 30 espécies.

Sobre o Legado Verdes do Cerrado

O Legado Verdes do Cerrado, com aproximadamente 80% da área composta por cerrado nativo, é uma área de 32 mil hectares pertencente à CBA – Companhia Brasileira de Alumínio, uma das empresas investidas no portfólio da Votorantim S.A. A cerca de três horas de Brasília, é composta por dois núcleos. No núcleo Engenho, nascem três rios: Peixe, São Bento e Traíras, de onde é captada toda a água para o abastecimento público de Niquelândia/GO. Nele, está localizada a sede, em uma área de 22 mil hectares, onde são realizadas pesquisas científicas, ações de educação ambiental e atividades da nova economia, como produção de plantas e reflorestamento; enquanto outros 5 mil hectares são dedicados à pecuária, produção de grãos e silvicultura. Já o núcleo Santo Antônio Serra Negra, que conta com mais 5 mil hectares, mantém o cerrado nativo intocado e tem parte de sua área margeada pelo Lago da Serra da Mesa.

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Sobre a CBA

Desde 1955, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) produz alumínio de alta qualidade de forma integrada e sustentável. Com capacidade instalada para produzir 100% de energia vinda de hidroelétricas próprias, a CBA minera a bauxita, transforma em alumínio primário (lingotes, tarugos, vergalhões e placas) e produtos transformados (chapas, bobinas, folhas e perfis). Em estreita parceria com seus clientes, a CBA desenvolve soluções e serviços para os mercados de embalagens e de transportes, conferindo mais leveza, durabilidade e uma vida melhor.

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