Cientista brasileira Tatiana Coelho de Sampaio chora por ser obrigada a negar Polilaminina a pacientes, após decisão da Anvisa

A cientista brasileira Tatiana Coelho de Sampaio, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), relatou a dificuldade emocional que enfrenta ao receber pedidos de famílias interessadas no uso experimental da polilaminina, substância pesquisada como possível alternativa para pessoas com lesões na medula espinhal.

Há quase 30 anos dedicada ao desenvolvimento da pesquisa, Tatiana contou, em entrevista ao Só Notícia Boa, que recebe mensagens de familiares de pessoas com paraplegia ou tetraplegia e precisa explicar que muitos pacientes não atendem aos critérios atuais para receber a substância.

Segundo a pesquisadora, anteriormente pacientes com lesões de até 90 dias chegaram a receber a polilaminina por meio do uso compassivo. Com as novas exigências da Anvisa, a janela teria passado para até 72 horas após a lesão, além de outras restrições.

Tatiana considera os novos critérios um erro e afirma que a situação tem provocado forte impacto emocional. Ao ser perguntada sobre quantas vezes chora diante dos pedidos das famílias, respondeu: “Não é todo dia, quase todos.”

A polilaminina ainda está relacionada a pesquisas e protocolos experimentais, e seu acesso depende de critérios científicos e das autorizações sanitárias.

Créditos: Só Notícia Boa