De acordo com os pesquisadores, cerca de 6,9% das mortes registradas entre comissários de bordo estavam relacionadas a cânceres considerados associados à radiação. Entre pilotos, o percentual foi de aproximadamente 6,7%, enquanto na população trabalhadora em geral ficou em torno de 5%. Em termos estatísticos, os comissários apresentaram cerca de 50% mais chances de morrer de um câncer relacionado à radiação, enquanto entre os pilotos esse aumento foi de aproximadamente 36%.
Uma das principais explicações para esse resultado é a exposição à radiação cósmica. Na superfície terrestre, a atmosfera funciona como uma proteção natural contra grande parte das partículas de alta energia provenientes do espaço. Entretanto, essa proteção diminui significativamente em grandes altitudes. Como pilotos e comissários passam muitas horas trabalhando em altitude de cruzeiro, acabam acumulando uma exposição maior ao longo de suas carreiras.
Segundo os pesquisadores, tripulantes de voo acumulam aproximadamente 3 a 6 milisieverts de radiação cósmica por ano. Para comparação, um passageiro que realize dez viagens de ida e volta atravessando os Estados Unidos durante um ano receberia aproximadamente 0,4 milisievert.




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