Os Correios encerraram o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido de 3,1 bilhões de reais, resultado 82% superior ao déficit registrado no mesmo período do ano anterior, quando as perdas somaram 1,7 bilhão de reais. Os números constam no balanço financeiro divulgado pela empresa no último final de semana. A leitura é de que o cenário continua se deteriorando após um 2025 marcado por perdas recordes: no ano passado, a companhia acumulou prejuízo de 8,5 bilhões de reais. A trajetória recente também mostra um agravamento contínuo dos resultados trimestrais.
Principais motivos do rombo bilionário
- Passivos Judiciais e Trabalhistas: O provisionamento e o pagamento de processos e precatórios somaram R$ 1,4 bilhão apenas neste trimestre, equivalendo a 44% de todo o prejuízo do período. Isso inclui o reconhecimento de dívidas antigas recomendadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e Controladoria-Geral da União (CGU).
- Custos Operacionais Elevados: Além da inflação e de reajustes salariais, a empresa destacou o peso financeiro de manter a sua obrigação legal de universalização postal, que exige manter agências abertas em locais distantes e deficitários.
- Perda de Mercado e Concorrência: Houve queda na demanda por serviços tradicionais de correspondência e forte pressão competitiva de empresas privadas de logística no comércio eletrônico, setor de maior rentabilidade.
- Serviço da Dívida: As despesas financeiras dispararam devido aos juros de empréstimos bilionários captados recentemente para garantir o caixa diário da empresa.


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