A liberação de mosquitos Aedes aegypti machos e estéreis está sendo intensificada pelo Ministério da Saúde neste ano para conter a dengue. Somente na sexta-feira (12/12), 50 mil foram liberados na aldeia indígena de Cimbres, no município de Pesqueira (PE). “A estratégia impede que os mosquitos, ao acasalarem com as fêmeas, produzam descendentes, contribuindo para a redução gradual da população do vetor e da transmissão de vírus”, detalhou o comunicado.
Ao acasalarem com as fêmeas, não são produzidos filhotes pelos machos, o que leva à diminuição progressiva da população de vetores de arboviroses. “Por não empregar inseticidas e não oferecer riscos à saúde ou ao meio ambiente, a técnica é indicada para territórios indígenas situados em áreas de preservação e florestas, onde o uso de produtos químicos é restrito ou proibido”, destacou o ministério.
Segundo a pasta, a ação marca o início da aplicação da Técnica do Inseto Estéril por Irradiação (TIE) em territórios indígenas. Para as próximas fases, está prevista a liberação semanal de mais de 200 mil mosquitos estéreis. Também será implantada a tecnologia no território Guarita, em Tenente Portela (RS), e em áreas indígenas de Porto Seguro (BA) e de Itamaraju (BA), além da aldeia Cimbres. O investimento inicial é de R$ 1,5 milhão, contemplando produção, logística e monitoramento da estratégia.
A TIE é diferente do Método Wolbachia, que tem sido utilizado por todo o Brasil para conter o mosquito. Enquanto a TIE foca em machos esterilizados por irradiação química para reduzir população, a Wolbachia usa a bactéria de mesmo nome para bloquear vírus caso o mosquito tenha cotato com ele. Ambas as técnicas são complementares e podem ser combinadas com outras ações, como larvicidas, para maior eficácia.
Os Wolbitos, mosquitos infectados com Wolbachia, são liberados desde 2014 no Brasil em técnicas experimentais, mas são usados cada vez mais desde que foi inaugurada no Brasil a maior biofábrica deles do mundo. O Wolbito impede que o Aedes transmita os vírus da dengue, zika e chikungunya, mesmo que ele se reproduza.
Fonte: Metrópoles






Relacionadas
Coaf deveria ter informado o governo de Goiás, diz Caiado
“Não tenho nenhum piercing, tatuagem, nada. Gosto da ideia de nunca fazer nada disso”, diz atriz Sadie Sink, de Stranger Things
Tenista brasileiro João Fonseca faz história, elimina Djokovic em virada épica e vai às oitavas em Roland Garros