O clima ficou muito pesado ontem na Câmara dos Deputados. O delegado da Polícia Federal, Fábio Schor foi chamado pelo deputado Marcel Van Hattem de “bandido” e ainda foi acusado de produzir “relatórios fraudulentos baseados em informações falsas” para manter a prisão de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL).
Van Hattem também desafiou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a prendê-lo durante sessão da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara, que ouviu o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, nesta 3ª feira (3.dez).
“Se há o entendimento que estou fazendo crime contra a honra, por que o seu chefe na PF, o diretor-geral Andrei, que está aqui, não me prende agora, em flagrante delito? Se é um crime contra a honra, que me prenda”, disse o deputado.
A fala de Van Hattem foi aplaudida por alguns congressistas. Andrei ficou em silêncio. O deputado então se manifestou novamente: “Só quero lembrar que eu não fui preso, sr. presidente, isso é crime contra a honra. Estamos diante de um prevaricador, que é o diretor-geral da Polícia Federal”.
O presidente da comissão, Alberto Fraga (PL-DF), deu razão a Van Hattem e disse que a reação seria a mesma de “todos” os deputados presentes: “Ser indiciado por um delegado é jogar o artigo 53 na lata do lixo”. Repreendeu o congressista do Novo, no entanto, pelo uso do adjetivo prevaricador.




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