A antecipação do pagamento do Bolsa Família com reajuste de 15% para até esta quarta-feira (21), apenas quatro dias antes do segundo turno presidencial, levanta fortes questionamentos sobre o uso político de uma medida de assistência social em plena reta final da eleição.
Embora o governo Lula justifique a mudança com possíveis impactos climáticos do El Niño, o timing chama atenção e alimenta as críticas de que a medida tem caráter claramente eleitoreiro, justamente quando o petismo enfrenta uma disputa apertada nas urnas.
A coincidência entre a liberação antecipada do dinheiro, o aumento do benefício e a proximidade da votação coloca o governo diante de uma pergunta inevitável: por que essa urgência não apareceu antes?
A iniciativa tem cheiro de desespero eleitoral e parece uma tentativa de conquistar votos às vésperas da decisão, transformando uma política pública em instrumento de campanha.



Relacionadas
Mulher de 24 anos morre durante cirurgia plástica e deixa 2 filhos pequenos
Coronel Fábio Costa manda recado firme à população após duplo homicídio e afirma que facção nenhuma manda em Goiás
Garis que trabalhavam em manifestação da direita surpreendem ao aparecerem descansando, sem lixo as ruas para recolher