Durante a 26ª Conferência Internacional sobre AIDS (AIDS 2026), realizada no Rio de Janeiro, cientistas apresentaram dois novos casos de remissão prolongada do HIV, conhecidos como paciente Ascent e paciente Kansas City. Com eles, o número de pessoas consideradas curadas ou em remissão de longo prazo sobe para 13 no mundo.
Quem são esses pacientes?
Ambos viviam com HIV e também desenvolveram cânceres hematológicos (como leucemia ou doenças semelhantes), o que exigiu um transplante de células-tronco (medula óssea) como tratamento do câncer. Após o transplante:
* interromperam o tratamento antirretroviral;
* permanecem sem carga viral detectável;
* um está há 14 meses sem medicamentos;
* o outro está há 12 meses sem tratamento e também sem sinais do vírus.
Por que o transplante funciona?
Nos casos apresentados, os doadores possuíam a mutação genética CCR5-Δ32, que dificulta a entrada do HIV nas células do sistema imunológico. Após o transplante, o sistema imunológico do paciente passa a ser formado por células resistentes ao vírus.
Além disso, pesquisadores acreditam que a substituição do sistema imunológico e outros mecanismos relacionados ao transplante também ajudam a eliminar ou controlar os reservatórios do HIV.


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