Doméstica que desapareceu por 4 dias fugiu por causa de dívida em jogos de apostas

A doméstica Gisele Heloísa Alves Silva, de 29 anos, que ficou desaparecida por quatro dias e foi encontrada durante uma ação da Polícia Militar no último sábado (10), em Itumbiara, teria fugido por causa de dívidas em jogos de apostas, informou o marido Luan Lucas Moura, de 38 anos.

“Eu vivi 10 anos com essa pessoa. Ela tinha uma postura em todo lugar que ia. Ela era muito certa com as coisas dela, mas esse jogo acabou com a vida dela, simplesmente isso”, declarou em entrevista.

Ainda segundo Luan, Gisele tem dívidas de R$ 15 mil. Ele contou que chegou a jogar em plataformas de apostas em 2023. Ele decidiu parar, mas a esposa continuou.

Moradora de Goianira, Gisele saiu de casa no último dia 6 para trabalhar. Ela chegou a enviar um vídeo para o marido relatando que tinha acabado o combustível do carro e mostrando onde havia deixado. Em seguida, ela teria solicitado uma moto por aplicativo, mas não apareceu no serviço. A polícia foi comunicada e passou a buscar pela mulher.

Buscas

Ao menos 160 agentes participaram das buscas, que começou no dia seguinte do desaparecimento dela. A delegada Carla do Bem contou que a Polícia Civil conseguiu encontrar imagens de câmeras de segurança que mostravam a doméstica caminhando por Goiânia. “Nós não conseguíamos encontrar ela porque ela tinha descartado o celular e não queria ser encontrada”, afirmou.

A delegada informou que, cerca de 48 horas após o início das buscas, a polícia descobriu que Gisele entrou em um ônibus e desembarcado em Guarulhos, seguindo depois para Santos, em São Paulo. De lá, Gisele conseguiu uma carona com um caminhoneiro e tinha planos de seguir até Palmas, no Tocantins, informou a delegada.

Ao saber que Gisele estava a caminho de Palmas em um caminhão, a Polícia Militar fez um bloqueio no trajeto perto de Itumbiara, na região sul de Goiás. Segundo o major da Polícia Militar, Eduardo Abílio, Gisele foi encontrada na cabine do caminhão com o motorista, no dia 10 de maio.

“Ela estava junto com esse caminhoneiro e no momento da abordagem foi solicitado que descesse o veículo e foi constatado que se tratava da desaparecida”, afirmou. O major contou ainda que acredita que Gisele sabia que estava sendo considerada desaparecida, devido à repercussão do caso.

Como não há indícios de crime, já que o desaparecimento foi voluntário, a Polícia Civil vai pedir o arquivamento do caso.