A história de uma jovem brasileira morta numa chacina em Pedro Juan Caballero, no sábado passado, revela um caminho que vem sendo feito por muitos estudantes que têm procurado o país para cursar Medicina. Era o caso de Rhannye Jamilly Oliveira Borges, de 18 anos.
Alegre, desinibida, amiga e apaixonada por música — ela tocava violão e cantava — , a moça sonhava se tornar médica no país vizinho, na Universidade Central do Paraguay, no Departamento de Amambay. No último fim de semana, saindo de uma boate junto com outras três pessoas, entre elas um suspeito de integrar uma quadrilha de tráfico, Rhannye perdeu a vida. A camionete branca em que o grupo estava foi fuzilada.
Num dos últimos posts que fez em redes sociais, Rhannye, que era de Mato Grosso, gravou um vídeo para a família. Nele, a estudante, que sempre foi religiosa, canta a letra da música gospel, que fala em saudade e do desejo de voltar para a casa.


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