Eleições: 189 deputados e senadores ficam sem mandato

Mais de 180 congressistas ficam sem mandato depois das eleições

O resultado do primeiro turno das eleições confirmou uma expressiva dança das cadeiras no Congresso Nacional: 168 deputados federais e 21 senadores não conseguiram votos suficientes e perderão seus mandatos a partir do próximo ano legislativo. O levantamento reúne parlamentares em exercício, incluindo suplentes que atuavam temporariamente, que disputavam a reeleição ou tentavam alçar voos em outros cargos públicos.

Queda de caciques políticos e ex-ministros no Senado

A disputa pelo Senado Federal impôs derrotas contundentes a figuras centrais da política brasileira que tentavam permanecer na Casa. O líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT), não conseguiu renovar a vaga e encerrou a corrida no Amapá em terceiro lugar. Desfecho idêntico ocorreu no Piauí com Ciro Nogueira (PP), que também amargou a terceira colocação nas urnas. Em Alagoas, Renan Calheiros (MDB) foi derrotado e deixará o Senado após uma trajetória ininterrupta de 22 anos.

A rejeição eleitoral atingiu em cheio nomes que compuseram a Esplanada dos Ministérios. Diversos ex-ministros da gestão Lula não obtiveram sucesso em suas campanhas, incluindo Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB), Gleisi Hoffmann (PT), Celso Sabino (PDT) e Paulo Pimenta (PT).

Mais de um quarto da Câmara não se reelegeu

Na Câmara dos Deputados, a renovação também foi expressiva. Dos 513 parlamentares em exercício, aproximadamente 26% tentaram estender o próprio mandato de deputado federal, mas foram rejeitados pelos eleitores. Outra parcela dos parlamentares derrotados buscou postos alternativos, como vagas no Senado Federal, cadeiras em assembleias legislativas ou o comando de governos estaduais.

Onda conservadora e encolhimento do Centrão

A reconfiguração do Parlamento foi impulsionada pelo avanço da ala conservadora nas duas Casas legislativas. O grande destaque foi o Partido Liberal (PL), ligado a Jair Bolsonaro e ao candidato presidencial Flávio Bolsonaro, que ampliou seu domínio e garantiu 121 cadeiras na Câmara. Em contrapartida, partidos tradicionais do Centrão viram suas bancadas encolherem, desenhando um novo equilíbrio de forças para a próxima legislatura.