Eleições no Brasil superam o Super Bowl, diz Nunes Marques

Nunes Marques compara eleição brasileira ao Super Bowl em reunião no TSE

Em reunião com delegações diplomáticas estrangeiras, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, ressaltou a grandiosidade da infraestrutura das eleições no Brasil. Na véspera do segundo turno, o magistrado traçou um paralelo entre o pleito nacional e a grande decisão da liga de futebol americano dos Estados Unidos, o Super Bowl, enfatizando que o desafio logístico e técnico do sistema eleitoral brasileiro é ainda mais complexo.

A dimensão e a complexidade da logística nacional

Para viabilizar a votação de 158 milhões de eleitores aptos, a Justiça Eleitoral mobilizou um contingente superior a 500 mil urnas eletrônicas em milhares de municípios simultaneamente. Nunes Marques recorreu à metáfora com a principal final esportiva norte-americana para ilustrar a grandiosidade de coordenar todo esse aparato público de forma sincronizada e transparente.

Durante a apresentação, o ministro procurou detalhar o funcionamento dos equipamentos e garantiu a confiabilidade dos mecanismos de contagem de votos, frisando a rigidez dos testes de integridade aplicados a cada ciclo eleitoral.

Diálogo com missões diplomáticas internacionais

A exposição foi direcionada a 47 observadores de entidades multilaterais, incluindo representantes do Parlamento do Mercosul, da União Europeia e da Liga dos Estados Árabes. O encontro teve como objetivo apresentar as etapas de apuração antes da abertura das seções de votação.

Reconhecimento técnico e transparência

Relatórios elaborados por entidades globais como o Centro Carter e a Organização dos Estados Americanos (OEA) já haviam atestado a normalidade das etapas iniciais do pleito. Esses diagnósticos técnicos elogiaram o treinamento dos mesários, a segurança dos programas de informática e a agilidade na divulgação dos números finais.

De acordo com o presidente do tribunal, a recepção de missões internacionais — prática que a Justiça Eleitoral adota desde 2010 — reforça a transparência pública e fornece subsídios fundamentais para o aperfeiçoamento contínuo das rotinas eleitorais no país.