Empresa que teria ligação com PCC pode perder contrato com Exército

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Exército Brasileiro mantém um contrato com a fintech BK Instituição de Pagamento S.A. (BK Bank), suspeita de atuar como “banco paralelo” do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Assinado em 4 de agosto, o contrato, com valor de R$ 18 mil e duração de um ano, prevê o fornecimento de máquinas de cartão de crédito e débito para a Biblioteca do Exército, que comercializa livros pelo site, lojas físicas e feiras, com repasse dos valores ao Fundo do Exército.

Após a assinatura, na última quinta-feira (28), a fintech foi alvo de operações da Polícia Federal e do Ministério Público que investigam suposta infiltração do PCC no setor de combustíveis e no sistema financeiro.

À reportagem, o Exército afirmou que, após ser informada pela própria empresa sobre bloqueio de contas e impossibilidade de execução do contrato, abriu processo administrativo para apurar possível descumprimento contratual.

A corporação destacou que a contratação ocorreu por dispensa eletrônica, em razão do baixo valor, e que a fintech apresentou toda a documentação exigida e ofereceu a proposta mais vantajosa.

Em nota divulgada também na quinta-feira (28), a BK Bank, representada pelo escritório Fernando José da Costa Advogados, disse ter sido surpreendida com sua inclusão nas operações, que colabora integralmente com as autoridades e que atua de forma legal e transparente, sendo regulada pelo Banco Central.

Fonte: Itatiaia