O governo da Espanha declarou emergência nacional na noite desta quinta-feira (23), após uma série de incêndios florestais ameaçar comunidades próximas a Madri e na província vizinha de Ávila, forçando mais de 10 mil pessoas a deixarem suas casas enquanto bombeiros lutavam para conter as chamas.
O Ministério do Interior da Espanha informou que a medida foi adotada devido ao surgimento simultâneo de vários focos de incêndio, às condições climáticas adversas e à necessidade de mobilizar recursos de diferentes administrações públicas, fatores que aumentaram a complexidade das operações de combate ao fogo e de proteção civil.
A Espanha e grande parte do sul da Europa enfrentam temporadas de incêndios florestais cada vez mais severas, fenômeno que cientistas associam às mudanças climáticas.
França sob ‘enorme tensão’
A França mantém três grandes incêndios florestais ativos: dois na região da Nova Aquitânia, na Baía de Arcachon e em Landes, e um terceiro no departamento mediterrâneo de Var, entre Marselha e Nice.
As autoridades francesas solicitaram a ativação do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia para reforçar as operações de combate às chamas com recursos aéreos. O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o país receberá dois aviões anfíbios da Croácia, duas aeronaves de Portugal e dois helicópteros da República Tcheca e da Eslováquia.
“A situação continua sob enorme tensão diante dos incêndios que atingem o país, especialmente na região de Gironde”, escreveu Macron nas redes sociais. O presidente destacou ainda que a “solidariedade concreta, rápida e operacional” dos parceiros europeus representa “uma força preciosa” neste momento. Em Gironde, cerca de 800 bombeiros combatem um incêndio, provavelmente de origem acidental, que já consumiu 10 mil hectares.
A prefeitura da região informou, em comunicado divulgado na manhã desta sexta-feira (24), que determinou a “retirada gradual de toda a península da Baía de Arcachon, povoado por povoado, de Claouey até a ponta de Cap-Ferret”. A operação ocorre pela única estrada de acesso à península e também por via marítima, em uma das principais regiões turísticas da costa francesa. Pelo menos 40 mil pessoas já foram retiradas.


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