Foram 364.045 perfis únicos citando Lula, quase o dobro dos que falaram sobre Tarcísio. A média de postagens por usuário foi de 24 para Lula e 7 para Tarcísio; nos demais, não passou de 2. Um caso extremo foi o perfil @tvcidooficial, com 13.754 publicações sobre Lula no período — média de 214 por dia, chegando a mais de mil em 24 horas.
As narrativas pró-Lula incluíam termos como “Brasil”, “soberano”, “Bolsonaro preso” e “Lula é o povo”. Contra Tarcísio, predominavam “propinão”, “PCC” e “piores governadores da história do Brasil”. Houve também apoio ao STF, com frases como “Estamos com Moraes” e “Brasil com STF”. Dez dos 25 perfis mais ativos contra Tarcísio também estavam entre os que mais elogiavam Lula, reforçando a suspeita de coordenação.
O relatório conclui que há forte presença de perfis coordenados — robôs ou militância digital estruturada — que concentram o debate em mensagens repetitivas e pouco orgânicas, distorcendo a percepção da opinião pública. A estratégia pró-Lula buscaria associar Tarcísio a corrupção, ao PCC e a Jair Bolsonaro, inaugurando uma “nova realidade” de ataques de reputação no ambiente digital.


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