Estudo indica que jejum universal para exames de sangue é desnecessário

Uma pesquisa publicada na revista científica JAMA Internal Medicine em 28 de setembro de 2026 questiona a necessidade de exigir jejum de todos os pacientes antes da realização de exames de sangue. Os resultados indicam que, para uma grande variedade de análises laboratoriais de rotina, a coleta sem jejum pode ser uma alternativa adequada, desde que sejam consideradas as características de cada exame e a finalidade clínica da investigação.

O estudo analisou aproximadamente 9,76 milhões de resultados laboratoriais de 101.148 pacientes adultos atendidos em um hospital universitário da Coreia do Sul. Foram avaliados 372 tipos de exames, com o objetivo de investigar como o tempo transcorrido desde a última refeição poderia influenciar os resultados.

Os pesquisadores observaram que muitos exames apresentam diferenças pequenas ou clinicamente pouco relevantes entre amostras coletadas após o jejum e aquelas obtidas em condições habituais de alimentação. Entre eles estão o hemograma completo e diversas análises utilizadas para avaliar a função renal, a função hepática e a tireoide.

A pesquisa também identificou exames cujos resultados podem sofrer alterações mais significativas após a ingestão de alimentos. Entre eles estão a glicemia, os triglicerídeos e determinadas enzimas laboratoriais. Por esse motivo, os autores destacam a importância de avaliar individualmente a necessidade de jejum, em vez de adotar uma regra única para todas as análises.