A agência reguladora americana ampliou a indicação do medicamento da Eli Lilly, que passa a ser autorizado para reduzir o risco de eventos cardiovasculares em adultos com diabetes tipo 2 e maior risco cardíaco. Nos Estados Unidos, o remédio já era usado para controle da glicose.
A decisão se baseou em estudo que comparou o Mounjaro ao Trulicity, medicamento mais antigo da própria farmacêutica. O resultado apontou redução 8% maior no risco de eventos adversos graves, como infarto e AVC.
O princípio ativo é a tirzepatida, que age simultaneamente sobre os receptores dos hormônios GLP-1 e GIP — diferentemente da semaglutida, que atua apenas sobre o GLP-1.
A aprovação se dá em meio à disputa entre as fabricantes dessa classe de medicamentos para ampliar o uso além do diabetes e da obesidade. A Novo Nordisk obteve autorização semelhante para o Wegovy em 2024 e para o Rybelsus em 2025.
Atenção ao que muda por aqui: no Brasil, o Mounjaro é aprovado pela Anvisa para diabetes tipo 2 e para controle crônico do peso. A nova indicação cardiovascular concedida nos EUA não vale automaticamente no país — depende de autorização específica da agência brasileira.

Relacionadas
Goiânia bate recorde de calor em agosto com 39,7°C
Vice de Flávio Bolsonaro detona: “Moraes e Lula se protegem e trucidam adversários
Senador Carlos Viana encaminha impeachment de Moraes ao Senado e já avisa Alcolumbre: “Se engavetar, pedirei seu afastamento também”