Execução de manifestante iraniano Erfan Soltani é adiada, diz ONG

O manifestante iraniano Erfan Soltani, de 26 anos, que havia sido condenado à morte por sua participação nos protestos contra o regime liderado por Ali Khamenei, teve sua execução adiada, de acordo com a ONG Hengaw, ligada à população de etnia curda no país. A informação teria sido repassada por parentes de Soltani, que foi preso na última quinta-feira (8), em sua casa, na cidade de Karaj.

Na tarde de hoje (14), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter sido informado de que a “matança” no Irã foi interrompida e que não há planos para novas execuções. Trump disse ter recebido a informação de uma “fonte segura”.

Ameaça de Trump

O presidente americano afirmou ontem (13) que o país adotará “medidas muito duras” caso o Irã comece a executar manifestantes. A declaração foi dada em entrevista à CBS News, ao comentar relatos de que o regime iraniano planejava executar Erfan Soltani.

Protestos em massa contra o regime de Ali Khamenei

Nos últimos dias, Donald Trump tem dado sinais de que os Estados Unidos podem interferir na onda de protestos que se espalha pelo Irã. Desde o final de dezembro de 2025, o país tem sido palco de grandes manifestações, que começaram em razão da crise econômica — marcada por alta inflação, desvalorização do rial e elevado custo de vida —, mas que rapidamente se transformaram em um movimento político mais amplo contra o governo e sua liderança clerical.

Os protestos ocorreram em centenas de cidades, incluindo Teerã, Mashhad, Qom, Zahedan, entre outras, e já duram várias semanas.

Eles representam uma das maiores ondas de mobilização popular na história recente do Irã, com centenas de mortos e milhares de prisões, segundo diversas agências de notícias e observadores independentes.