A reativação do canal de WhatsApp “Exército do Lula” provocou forte reação do senador Flávio Bolsonaro (PL) contra a Justiça Eleitoral. O parlamentar classificou a medida como “estarrecedora” e acusou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de atuar com “complacência com a descarada disseminação de fake news” favoráveis à campanha de Luiz Inácio Lula da Silva.
Reviravolta jurídica no Tribunal Superior Eleitoral
A volta da comunidade virtual, administrada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e que concentra mais de 3 milhões de participantes, decorre de uma mudança de entendimento dentro do tribunal. Anteriormente, o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, havia determinado a suspensão total do grupo. No entanto, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu temporariamente o bloqueio até a análise do plenário.
Cueva argumentou que a ordem de interrupção ocorreu de forma prematura, sem a conclusão de todas as diligências do processo. Contudo, o retorno foi autorizado sob condições rígidas: segue vetada a publicação de materiais já classificados como falsos pelo TSE, determinação que pode resultar em novo cancelamento caso seja descumprida.
Disputa narrativa e acusações de desinformação
Flávio Bolsonaro sustenta que a plataforma vem sendo empregada para propagar boatos a seu respeito e para orientar internautas a burlar sanções digitais e judiciais. O senador fez as críticas durante um evento em São Paulo com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB), cobrando celeridade dos magistrados no combate à desinformação.
Na ocasião, o senador desmentiu narrativas atribuídas a adversários, citando rumores de que trabalharia para “acabar com a luz do sol”, suspender programas sociais ou vetar reajustes do salário mínimo. Em sua defesa, Flávio afirmou que tais acusações consistem em estratégias da oposição e ressaltou que a gestão de Jair Bolsonaro triplicou os repasses do Bolsa Família.
Reações da campanha de Lula e de André Janones
O tribunal também tem enfrentado queixas por parte da equipe petista. Antes da liberação temporária, Lula havia rotulado determinações do TSE como “tendenciosas” e afirmou que seus representantes contestariam a censura a ferramentas mobilizadas por aliados para pedir votos. Enquanto vigorava a suspensão judicial, Janones orientou os seguidores a acompanharem suas publicações por meio do Telegram e do Instagram.


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