A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira (5) que não descarta a possibilidade de transmissão, ainda que rara, de pessoa para pessoa no caso do surto de hantavírus detectado em um navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico.

“As vítimas de hantavírus no navio no Oceano Atlântico podem ter sido infectadas antes de embarcarem no cruzeiro e uma transmissão de pessoa para pessoa não pode ser descartada – ainda que rara”, destacou a entidade em nota.
O balanço mais recente da OMS aponta que sete dos 147 passageiros e tripulantes a bordo da embarcação apresentaram sintomas e três morreram.
O que é a doença?
A hantavirose é uma doença viral grave transmitida principalmente por roedores silvestres. No contexto desse surto no navio, a maior preocupação é o desenvolvimento da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH) , que afeta os pulmões e o coração.
1. Como ocorre a transmissão comum?
Na grande maioria dos casos, o humano se infecta ao respirar poeira contaminada por urina, fezes ou saliva de ratos silvestres (frequentemente em galpões, áreas rurais ou depósitos fechados). A mordida de um rato infectado também pode transmitir o vírus, embora seja mais raro.
2. A raridade da transmissão entre humanos
Normalmente, a hantavirose é considerada uma “doença de fim de linha”, ou seja, o vírus morre no humano e não passa para outro. No entanto, a variante Andes (comum na Patagônia) é a única conhecida por permitir o contágio de pessoa para pessoa através de contato muito próximo e prolongado, que é a suspeita atual da OMS para o caso do navio.
3. Principais Sintomas
A doença evolui em fases:
Fase Inicial (parecida com gripe): Febre alta, dores musculares fortes (especialmente nas costas e coxas), dor de cabeça, calafrios e tontura.
Fase Crítica: Após alguns dias, surge uma dificuldade respiratória grave (falta de ar), tosse seca e queda da pressão arterial. O pulmão começa a encher de líquido, o que pode levar à insuficiência respiratória rápida.
4. Gravidade e Tratamento
Letalidade: É uma doença perigosa, com taxas de mortalidade que podem variar de 30% a 40%.
Tratamento: Não existe um remédio específico ou vacina. O tratamento é de suporte, geralmente exigindo internação em UTI para auxílio de respiradores e monitoramento cardíaco enquanto o corpo combate o vírus.





Relacionadas
Caiado defende união da Direita contra Lula
Tarcísio diz que Flávio Bolsonaro precisa explicar suas relações com Daniel Vorcaro
Senado aprova MP que estabelece piso de R$ 5.130 para professores