Após a queda de Carlos Lupi, que segundo fontes oficiais apresentou espontâneamente o seu “pedido de demissão” como ministro da Previdência, o presidente Lula tratou logo de fazer um “carinho” ao PDT, partido comandado por Lupi, para não perder o apoio formal do corrupto pedetista. Lula convidou para o cargo o ex-deputado pernambucano Wolney Queiroz, atual secretário-executivo, o nº 2 da pasta. A nomeação de Queiroz, confirmado ontem pelo Palácio do Planalto, consagrou uma “solução caseira” para a crise.
A escolha de Wolney neutraliza a ameaça do PDT de romper com o governo Lula, no caso da demissão de Carlos Lupi. Lula se viu obrigado a demitir Lupi para terceirizar culpa, como sempre, e para não se submeter à chantagem dos deputados do PDT. Não é a primeira vez que Carlos Lupi cai em um governo do PT sob suspeitas de corrupção. Aconteceu antes no governo Dilma Rousseff. O novo ministro, Wolney é filiado há 30 anos ao PDT e presta obediência a Lupi. Isso ajudou o agora ex-ministro a concordar em deixar o cargo.





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