Malu Gaspar criticou duramente a decisão de Alexandre de Moraes de reter o passaporte de Flávio Bolsonaro minutos após a “derrota” eleitoral, classificando a medida como contraproducente diante do momento de tensão política vivido pelo país.
Para a jornalista, a decisão não resolve o problema, apenas prolonga a crise e oferece ainda mais combustível ao que chamou de “narrativa de perseguição política”, quando seria perfeitamente possível monitorar o ex-candidato sem transformar uma medida judicial em novo foco de conflito institucional.
A atuação de Moraes, nesse contexto, acaba alimentando justamente o ambiente de desconfiança que o Brasil deveria superar: em vez de contribuir para a pacificação, o ministro volta a ocupar o centro da crise com decisões que ampliam a polarização e aprofundam a sensação de que o STF ultrapassa limites.
O país precisa de equilíbrio, previsibilidade e respeito às instituições, não de mais combustível jogado sobre uma sociedade já exausta de confrontos.
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