Michelle diz que decisão de Moraes afeta sua campanha ao Senado

Michelle diz que decisão de Moraes sobre visitas a Bolsonaro trava sua campanha ao Senado

A equipe jurídica e de comunicação de Michelle Bolsonaro (PL) criticou publicamente uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que a medida inviabiliza compromissos externos de sua pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. Segundo a assessoria da ex-primeira-dama, as limitações impostas à permanência de familiares na residência de Jair Bolsonaro afetam diretamente sua rotina eleitoral.

Restrições às visitas e impacto na pré-campanha

O pedido encaminhado ao STF solicitava autorização para que parentes pudessem permanecer na residência do ex-presidente em tempo integral. O objetivo principal era garantir assistência e cuidados contínuos a Bolsonaro nos momentos em que Michelle precisasse se ausentar para cumprir agendas de campanha nas ruas.

No entanto, a determinação de Moraes estabeleceu que as visitas de familiares ocorram apenas às quartas-feiras e aos sábados, divididas em turnos matutinos ou vespertinos. A decisão adota como base os mesmos critérios e regulamentos vigentes para os detentos do Complexo Penitenciário da Papuda, unidade prisional à qual a custódia do ex-mandatário está vinculada.

Em nota oficial, os representantes da postulante ao Legislativo declararam que a deliberação judicial ficou muito aquém das reais necessidades da família e afirmaram que, diante dessa barreira, as atividades eleitorais seguem comprometidas.

Condenação e cumprimento de pena

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em um condomínio residencial localizado no Distrito Federal. A execução da pena decorre de uma decisão do STF tomada em setembro de 2025, na qual o ex-chefe de Estado foi sentenciado a 27 anos e 3 meses de reclusão.

O julgamento responsabilizou o ex-presidente pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, além de dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio público tombado. Diante da condenação, qualquer alteração na rotina e no regime de visitas do imóvel depende diretamente de autorização expressa do relator do processo no tribunal.