Horas após a morte, a família de Mariana procurou o 62º Distrito Policial (DP), em Ermelino Matarazzo. O caso foi registrado como morte suspeita e morte acidental e encaminhado à Polícia Judiciária para a tomada de medidas cabíveis, segundo o registro.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da Prefeitura de São Paulo atribuiu a responsabilidade à Clínica de Endoscopia Salinas Ltda, responsável pela realização do exame de Mariana. A gestão afirmou que abriu, de maneira imediata, sindicância interna para apurar todos os detalhes ocorridos durante a intercorrência.
Segundo a administração municipal, a empresa presta serviço há 25 anos na unidade. “A SMS lamenta profundamente a perda da paciente e a apuração será rigorosa em relação à conduta médica adotada. A direção do hospital segue à disposição da família”, finaliza a nota.
“Era o apoio da família inteira”
A professora Mara Aparecida, tia de Mariana, descreveu a sobrinha como “uma menina alegre, que era o apoio da família inteira”. Ela deixa três filhos – de 19, 15 e 9 anos – que estão “em choque”, segundo o relato.
O avô de Mariana teve câncer de intestino e, por isso, todos os familiares precisam passar pelo procedimento a cada dois anos. Esta foi a primeira vez que a mulher passou por uma colonoscopia, segundo a tia.
Conforme informou Mara, a família está “dilacerada”. “Eu sou tia e estou me sentindo assim, nem imagino minha irmã como deve estar se sentindo. Ela estava se culpando por ter levado a filha pra morte”, contou a professora.
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