A revista Science lançou no último dia 22 três novos estudos, e um deles mostra o misterioso interior de Marte. Como um pêssego ferido cortado ao meio, a publicação revela o ‘caroço amarelo’ de nosso planeta vizinho com todos os seus mistérios.
A sonda InSight da NASA (plantada em Marte em 2018) ficou dois anos pesquisando aquela estrutura e todas as entranhas invisíveis da ‘terra dos alienígenas’. Um mês após chegar lá, usou seu braço robótico para instalar um sismômetro muito pequeno na superfície e captar os marsquakes (vibrações sísmicas dentro do planeta, assim como os terremotos na Terra).

“Ao contrário da Terra, o misterioso interior de Marte não tem placas tectônicas; sua crosta é como uma placa gigante”, escreveram pesquisadores da NASA. “Mas falhas, ou fraturas de rocha, ainda se formam na crosta devido a tensões causadas pelo ligeiro encolhimento do planeta à medida que esfria”, afirmaram.
As fraturas tendem a resultar em vibrações sísmicas, sendo que apenas nos últimos dois anos, a sonda espacial detectou 733 delas. Com equipamentos de alta tecnologia, os pesquisadores calcularam a velocidade e distância em que as ondas viajam dentro do planeta. Sendo assim, mapearam as estruturas do interior de Marte.
Do que é composto o interior de Marte?
Marte é composto por três camadas: crosta, manto e núcleo, mas as composições e tamanhos dessas camadas são diferentes, se comparadas com a da Terra. A crosta, por exemplo, mede de 20 a 37 quilômetros de profundidade, mais fina que os pesquisadores cogitavam, e contém duas ou três subcamadas.
Ainda no interior de Marte, abaixo da crosta está o manto, que se estende por consideráveis 1.560 quilômetros abaixo da superfície. Logo após, o núcleo gigantesco dá sinal de vida, ele começa a meio caminho entre a superfície e o centro do planeta marciano.
Os cientistas não conseguem apontar se Marte possui um núcleo interno sólido, mas as informações colhidas com ‘pouco tempo de estudo’ é um grande feito. “Os cientistas levaram centenas de anos para medir o núcleo da Terra. Ou seja, estamos na frente”, disse Simon Stähler, principal autor de um dos novos artigos e professor de ciências da Terra na universidade suíça de pesquisa ETH Zurich. “Depois das missões Apollo, eles levaram 40 anos para medir o núcleo da lua. O InSight levou apenas dois anos para medir o núcleo de Marte”, concluiu ele.
Com certeza muitas outras descobertas serão feitas sobre o interior de Marte, enquanto isso, cada avanço é importante para entendermos a grandiosidade do universo!
Fonte: Socientifica


Relacionadas
Em manifestação escrita, Flávio Bolsonaro nega ter caluniado Lula
Polícia Civil investiga morte de bebê em creche de São Paulo
Bilionário indiano morre após engolir uma abelha durante partida de polo