“Obama abriu caminho para o Irã se aproximar da bomba”, diz Netanyahu

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de Israel, criticou o ex-presidente Barack Obama, dos Estados Unidos, por ter aberto caminho para que o Irã construísse a bomba atômica, com a assinatura do acordo nuclear de 2015.

“Obama surgiu com medo de que eu liderasse outro ataque. Ele convenceu todos a entrarem em um acordo — um acordo absurdo. Ele abriu caminho para o Irã, com bilhões de dólares, enriquecer urânio, desenvolver centrífugas avançadas e se aproximar da bomba. E contra isso eu tive que lutar. Fui ao Congresso [americano] falar. Muitos não entenderam o objetivo na época. O objetivo era manter a resistência nos EUA contra o programa nuclear.”

A declaração de Netanyahu foi dada na terça-feira, 17, em entrevista ao Canal 14, conduzida pelo jornalista israelense Yinon Magal.

Em razão do avanço do Irã no enriquecimento de urânio, Israel começou a atacar instalações nucleares do regime do aiatolá Ali Khamenei na noite de quinta-feira, 12, e vem sofrendo ataques iranianos com mísseis balísticos, disparados contra a população civil em seu território, desde a sexta-feira, 13.

No dia 15, Hillel Neuer, diretor da ONG UN Watch, que vigia a Organização das Nações Unidas (ONU), já havia ironizado um comentário antigo de Obama, publicado em 5 de agosto de 2015 no então Twitter, atualmente X, como um dos “tuítes que não envelheceram bem”.

“Não existe cenário em que o alívio das sanções transforme o Irã em potência dominante da região”, dizia o tuíte de Obama, usando a hashtag “#IranDeal”, em referência ao acordo nuclear assinado pelo então presidente dos EUA com o regime iraniano.

Pode-se até discutir, como outros comentários discutiram, se o Irã já se tornou ou não a potência dominante no Oriente Médio, onde Israel, apesar de sua pequenez territorial, mantém força bélica e econômica; mas a complacência de Obama com os aiatolás que prometem abertamente destruir Israel favoreceu, na visão de Netanyahu e Neuer, a capacidade do regime iraniano de varrer o país do mapa, alcançando de vez a dominação. É contra esse cenário que Israel reage agora.

Fonte: O Antagonista