A denúncia foi formalizada por Gloria Monique de Mees, relatora para a Venezuela da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que classificou o processo como fraudulento e denunciou a repressão violenta do Estado venezuelano após os protestos eleitorais.
De acordo com a CIDH, o Conselho Nacional Eleitoral ainda não publicou as atas necessárias para verificar os resultados oficiais, violando tanto as leis nacionais quanto os padrões internacionais de transparência.
A relatora apontou que o regime de Maduro comanda um aparato de repressão sustentado pela Suprema Corte e pelo Tribunal Eleitoral do país, que atua para manter a ditadura caribenha no poder e silenciar a oposição.
A Comissão também denunciou a detenção de mais de 2.000 pessoas após os protestos, com registro de 25 mortes, 24 delas causadas por disparos na cabeça ou no peito e uma por espancamento. A maioria das vítimas eram civis.
Além disso, adolescentes de regiões pobres foram alvos de prisões arbitrárias durante operações conhecidas como “Operação Tun Tun”. Muitos seguem presos sem acesso a advogados ou às famílias, em condições que podem configurar tortura.
Jornalistas também relataram perseguições e detenções arbitrárias, num padrão contínuo de repressão à liberdade de imprensa. “O colapso da democracia na Venezuela é hoje evidente num Estado que silencia dissidentes, manipula a Justiça e viola sistematicamente os direitos humanos”, disse a relatora.
Após a apresentação, diversos países se manifestaram e condenaram o regime, como Argentina, Paraguai, EUA, Canadá, Peru, Equador, Costa Rica e Guatemala.
México, Bolívia e Colômbia permaneceram em silêncio.
O Brasil de Lula (PT) apelou ao princípio da não intervenção para evitar condenar o regime.


Relacionadas
Lula e Trump não interagem durante “foto de família” do G7
Moraes dá 24 horas para Bolsonaro explicar arma apreendida em blitz
Roberta Tibery, da GSA Alimentos, participa de evento nacional sobre embalagens em Goiânia