O padre Fábio de Melo fez um forte desabafo em seu perfil no Instagram na última terça-feira (20), após se ver envolvido em uma polêmica relacionada a um erro de precificação em uma loja de Joinville (SC), que acabou resultando na demissão do gerente Jair Aguiar, de 36 anos. A repercussão negativa nas redes sociais gerou uma onda de críticas ao religioso, que decidiu se manifestar publicamente sobre o impacto emocional dos ataques.
Em um texto publicado em seus stories, o padre revelou estar profundamente abalado: “Estou a um passo de desistir”, escreveu. Ele criticou o ambiente virtual, que segundo ele, tem se tornado cada vez mais hostil e propício à propagação de ódio. “As pessoas querem odiar. Por qualquer motivo. Elas precisam eleger um foco para a manifestação de seus lados sombrios”, afirmou.
Depressão
Em 1º de fevereiro, Fabio de Melo — que também é cantor — anunciou que faria uma pausa nos shows para se recuperar de um quadro de depressão. Ele disse que declarou que intensificaria o tratamento da doença mental.
Gerente se pronuncia
Demitido após a confusão com padre Fábio de Melo, o agora ex-gerente de uma cafeteria em Joinville (SC), Jair Aguiar, usou as redes sociais para se pronunciar pela primeira vez sobre o caso. Ele nega ter desrespeitado o padre e diz que tem sofrido até para sair de casa. “Quero poder andar na minha cidade com dignidade, ter coragem de sair na rua. Me falam que sou a vergonha nacional, estou muito abalado, minha família sofre muito”, disse.
Ele afirma que foi demitido devido à repercussão do caso e não pela suposta atitude, que ele nega ter tido. “Pela repercussão, me mandaram embora, não quiseram ouvir minha versão. Eu não desrespeitei ele, nem conversei com o padre. Fui contratado recentemente, estava feliz com esse emprego, pois venho de família humilde. Eu tratava todos com carinho e respeito.”
Ele cita um vídeo do circuito interno do estabelecimento que tem viralizado nas redes sociais que mostra o momento em que Melo e um amigo entram na cafeteria. “As imagens mostram que em nenhum momento eu converso com o padre. Apenas estava fazendo o meu trabalho. Quero ser respeitado e ter o direito de seguir minha vida em paz sem carregar um erro que não cometi.”


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