Para fechar contas até 2026, governo aumenta IOF e atinge classe média

Com o objetivo de fechar as contas nos dois últimos anos de mandato, a equipe econômica do governo Lula (PT) anunciou nessa quinta-feira (22/5) uma série de mudanças na tributação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de crédito, câmbio e seguro.

As medidas atingem em cheio a classe média e visam dar fôlego ao governo para o cumprimento das metas fiscais. Estima-se arrecadar R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026 com o imposto.

A repercussão negativa, no entanto, foi imediata, abalou o mercado e fez o governo recuar em dois pontos do decreto, horas após o anúncio, na noite dessa quinta-feira: um sobre aplicações de investimentos de fundos nacionais no exterior e outro sobre remessas ao exterior por parte de pessoas físicas.

Apesar disso, outros aspectos do texto que regulamenta as mudanças no IOF seguem impactando diretamente o bolso da classe média. A taxa cobrada sobre compras internacionais com cartões de crédito e de débito internacionais e cartões pré-pagos internacionais, por exemplo, que hoje é de 3,38%, passará para 3,5%.

O IOF nessas operações foi de 6,38% até 2022, com reduções para 5,38% em 2023, 4,38% em 2024, 3,38% em 2025, em processo de redução gradual até 2028, quando a expectativa era que fosse zerado. O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, argumenta que o aumento de IOF em operações de câmbio “não fará diferença” na compra de mercadorias em sites estrangeiros.

Fonte: Metrópoles