Um pastor foi condenado à prisão em um campo de trabalhos forçados por pregar um sermão “anti-guerra” em sua igreja, na Rússia.
Segundo o Forum 18, organização que defende a liberdade religiosa, Nikolay Romanyuk foi acusado falsamente de convocar pessoas a atrapalhar o trabalho de alistamento militar, durante uma pregação na Igreja Pentecostal da Santíssima Trindade em setembro de 2022.
No sermão, que foi transmitido ao vivo na internet, o pastor Romanyuk criticou a invasão na Ucrânia e afirmou que “não é nossa guerra”.
“Estava escrito em nossa doutrina que somos pacifistas e não podemos participar disso. É nosso direito professá-lo com base na Sagrada Escritura. Não abençoamos aqueles que vão lá [para a guerra]. [Aqueles] que são levados à força, não os abençoamos, mas oramos para que sejam resgatados de lá. Existem diferentes maneiras legais de fazer isso”, disse ele.
No dia 2 de setembro, em seu discurso final durante o julgamento, o pastor de 63 anos disse: “Sim, eu dei um sermão no qual toquei no assassinato militar. Não me retrato do que disse. Eu expus minha visão pessoal em relação a tirar uma vida humana. Esta é a minha atitude pessoal como clérigo. Eu não retiro meu sermão”.
Nikolay se recusou a se declarar culpado, observando que nunca pediu qualquer interferência ou interrupção no trabalho dos escritórios de alistamento e que, nos três anos desde que ministrou o sermão, ninguém de sua igreja evitou o serviço militar ou obstruiu as operações do exército.
Testemunhas que estavam presentes no culto, dois membros da igreja, um tenente-coronel do exército e um funcionário do Ministério de Situações de Emergência confirmaram no tribunal que o pastor nunca disse que deveriam deixar o serviço militar.
Em 3 de setembro, o Tribunal da Cidade de Balashikha condenou Nikolay Romanyuk a 4 anos de prisão em um campo de trabalhos forçados. O líder também recebeu uma proibição de 3 anos de administrar sites após sua libertação.
Fonte: Guiame





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