Mesmo gravemente ferido após ser atacado pelo próprio copiloto, o comandante indiano Smit Machchhar conseguiu destravar a porta da cabine de comando para pedir socorro e evitar uma tragédia aérea. O episódio violento ocorreu durante um voo comercial que fazia a rota entre Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e Tel Aviv, em Israel.
Decisão extrema para salvar vidas
Os detalhes do ataque foram revelados pelo próprio piloto em uma conversa por videoconferência com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Machchhar relatou que já estava caído no chão e perdendo sangue quando reuniu forças para alcançar o mecanismo de abertura da porta blindada, classificando o ato como um “último esforço” para preservar sua vida e proteger as pessoas a bordo.
Mobilização a bordo e pouso de emergência
O destravamento da cabine foi determinante para o desfecho da ocorrência. Ao visualizarem a agressão em andamento, membros da tripulação e passageiros intervieram rapidamente e conseguiram imobilizar o agressor. A aeronave transportava 174 passageiros e oito tripulantes no momento do incidente.
Com o comandante incapacitado e o copiloto contido, dois pilotos reservas que viajavam no mesmo voo assumiram os comandos da aeronave. O trajeto foi imediatamente desviado para a Arábia Saudita, onde o avião pousou em segurança no aeroporto de Tabuk às 9h45.
Recuperação médica e trajetória profissional
Após a aterrissagem forçada, Smit Machchhar recebeu os primeiros socorros em uma unidade hospitalar de Tabuk e, em seguida, foi transferido para Abu Dhabi. O quadro de saúde do aviador permanece estável. Profissional experiente, o comandante acumula quase 10 mil horas de voo e integra o quadro de pilotos da companhia aérea desde 2022.

Relacionadas
Países emitem alerta para viagens ao Brasil antes da eleição
Campanha arrecada alimentos para afetados por seca no Amazonas
Governo quer limitar cartão de crédito a um por pessoa, diz Lula