No dia 11 de março de 2020, há exatos dois anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretava o inicio da pandemia de Covid-19. Hoje, após mais de 452 milhões de casos no mundo e 6 milhões de mortes, um mistério ainda intrigada a população.
Afinal, por que algumas pessoas pegam a doença e outras não? E por que isso ocorre mesmo quando estão igualmente expostas ao vírus? Para tentar entender o motivo do questionamento, o Diário do Estado entrevistou o médico infectologista, Marcelo Daher.
Segundo o especialista, ainda não há pesquisas que comprovem o motivo do indivíduo não contrair o vírus mesmo compartilhando o espaço com uma pessoa contaminada e sem proteção. Entretanto, o que tudo indica é que a pessoa foi contaminado, mas não apresentou sintomas. Ou seja, a pessoa que supostamente não contraiu o vírus, foi infectada, porém ficou assintomática.
“A gente precisa conhecer o mecanismo de transmissão da doença, que é por contato ou pelo ar. Porém, um contato direto nem sempre pode vir a transmitir a Covid-19. Isso porque existem alguns fatores que influenciam no contagio como a carga viral, resposta do hospedeiro e a replicação do vírus. Além disso, existem algumas pessoas que possuem dificuldades de se infectar. Há pessoas que acham que não contraíram o vírus e relutam em usar máscara. No entanto, em algum momento eles foram infectados”, explicou.
Alerta
Marcelo alerta que a população precisa tomar cuidado, pois todos estão sujeitos a contrair ou se reinfectar pelo vírus.
“Já vimos em outras doenças essa questão das pessoas acharem que são imunes ao vírus como no HIV. A gripe, por exemplo, muitas pessoas falam que quase não gripam. No entanto, ao contrair a gripe eles tem um quadro mais intenso. É verdade que algumas pessoas apresentam maior resistência a doença, mas a principio todos estão sujeitos a se contaminar pela Covid-19”, concluiu.
Fonte: Diário do Estado


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