Reuters – Promotores da Coreia do Sul indiciaram neste domingo (26) o presidente Yoon Suk Yeol – afastado por impeachment – sob acusações de liderar uma insurreição com sua curta imposição de lei marcial em 3 de dezembro, disseram os advogados de Yoon e o principal partido da oposição. Os advogados de Yoon criticaram a acusação como a “pior escolha” feita pela promotoria, enquanto o principal partido da oposição apoiou a decisão. As acusações não têm precedentes para um presidente sul-coreano e, se condenado, Yoon pode pegar anos de prisão por seu chocante decreto de lei marcial, que buscava proibir atividades políticas e parlamentares e controlar a mídia.
Sua ação desencadeou uma onda de agitação política na quarta maior economia da Ásia e um dos principais aliados dos EUA, com o primeiro-ministro também sofrendo impeachment e sendo suspenso do poder e vários oficiais militares de alto escalão indiciados por seus papéis na suposta insurreição. “(A) declaração de lei marcial de emergência do presidente foi um apelo desesperado ao público sobre uma crise nacional causada pela oposição saindo do controle”, disseram os advogados de Yoon em um comunicado. O gabinete do promotor não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário. O indiciamento também foi relatado pela mídia sul-coreana. Investigadores anticorrupção recomendaram na semana passada acusar Yoon, que está preso e sofreu impeachment pelo Parlamento sendo suspenso de suas funções em 14 de dezembro.


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