Por Olivar Prates
Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Black Friday de 2025 deve movimentar R$ 5,4 bilhões no comércio.
Confira os setores que mais devem vender!
A Black Friday de 2025 promete ser um marco para o comércio brasileiro, com uma previsão de vendas que pode atingir a marca recorde de R$ 5,4 bilhões. Caso essa cifra seja alcançada, representará um crescimento de 2,4% em relação ao volume registrado em 2024, consolidando a data como um dos maiores eventos comerciais do país.
Embora o cenário econômico atual não é muito animador, devido ao elevado endividamento das famílias e ao alto nível de inadimplência, as vendas serão impulsionadas por fatores positivos, como o câmbio favorável e o baixo índice na taxa de desemprego. Nos últimos 12 meses, a moeda brasileira se valorizou 8,3% frente ao dólar, o que torna os produtos importados mais acessíveis ao consumidor. Além disso, a redução do desemprego permite que mais pessoas possam participar das compras da Black Friday, seja para adquirir produtos de consumo pessoal ou para aproveitar promoções que antes estavam fora de seu alcance financeiro.
Setores que devem liderar as vendas.
A Black Friday é um evento que movimenta diversos setores da economia, e alguns segmentos devem se destacar nas vendas deste ano. Os setores de tecnologia e eletrodomésticos sempre figuram entre os mais procurados pelos consumidores durante a liquidação. Produtos como smartphones, TVs, notebooks, eletrodomésticos e até artigos de gaming devem registrar grandes volumes de vendas.
Além disso, o setor de moda tem mostrado um bom desempenho nas últimas edições da Black Friday, especialmente com o aumento da procura por roupas e acessórios devido à proximidade das festas de fim de ano.
Mas afinal, as promoções realmente valem a pena?
Essa é uma das perguntas mais frequentes na Black Friday: será que as ofertas são realmente vantajosas?
Apesar de os números de vendas crescerem a cada edição e mesmo diante do alto nível de endividamento das famílias brasileiras, a relação de benefício entre consumidor e comércio não é tão simples. Os resultados parecem indicar que o varejo se beneficia de maneira mais consistente, enquanto os consumidores nem sempre conseguem aproveitar ofertas realmente vantajosas — muitas vezes por falta de planejamento financeiro, desconhecimento sobre preços reais ou estratégias de marketing que podem induzir à compra por impulso.
Embora a Black Friday seja uma excelente oportunidade para quem busca produtos a preços mais baixos, é preciso estar atento. Em muitos casos, os preços podem não ser tão vantajosos quanto parecem, ou as promoções podem ser apenas uma “jogada de marketing” para atrair compradores. Os consumidores devem estar preparados para comparar preços, verificar histórico de valores e garantir que o desconto seja de fato real.
Muitas vezes, o que acontece é que os comerciantes aumentam o preço de um produto dias ou semanas antes do evento para, em seguida, oferecer um “desconto” que, na prática, não representa uma redução significativa. Além disso, a pressão das ofertas relâmpago e o marketing de escassez (estoque limitado) podem induzir a decisões de compra impulsivas, sem que o consumidor faça uma avaliação cuidadosa. Para quem, então, a Black Friday é mais vantajosa? A resposta depende do comportamento de cada parte:
Para o comércio. O setor varejista costuma sair à frente por diferentes motivos: Aumento do volume de vendas em períodos de demanda tradicionalmente baixa. Liquidação de estoques antes da chegada das coleções de fim de ano. Maior fluxo de clientes, que muitas vezes acabam comprando itens fora da promoção. Aumento da visibilidade da marca e fortalecimento da presença digital. Para as empresas, a Black Friday é uma oportunidade estratégica: não apenas vendem mais, como também ampliam sua base de consumidores.
Para o consumidor. Quem se beneficia de verdade é o consumidor que: compara preços com antecedência; utiliza sites e aplicativos de monitoramento de valores; sabe o que precisa comprar e evita compras impulsivas; analisa a reputação da loja e condições de garantia; define um limite financeiro realista. Para quem segue esse comportamento, a Black Friday pode, sim, gerar economia significativa — especialmente em produtos de maior valor, como eletrônicos, eletrodomésticos e móveis.
Conclusão
A Black Friday é um fenômeno econômico que movimenta bilhões e já se consolidou como um dos principais eventos do varejo brasileiro. Entretanto, o maior “ganhador” varia conforme o perfil do consumidor. Enquanto o comércio tende a lucrar de forma consistente, o consumidor só sai realmente vencedor quando compra com consciência, planejamento e informação.
Em um cenário de endividamento elevado das famílias, a melhor estratégia é transformar a Black Friday em uma oportunidade de economia — não em mais um motivo para comprometer o orçamento.


Sensato.
Gastar com consciência!
Mt bom ! Um texto bem aplicado e informativo! Parabéns
Obrigado!
“Exato, Sensatez e moderação ajudam a evitar cair em ‘armadilha’ na Black Friday.”