Ranking dos Políticos critica Zanin por estender votação

Ranking dos Políticos critica Zanin e vê “caos institucional” em prorrogação da votação

A decisão tomada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de esticar o término da votação no segundo turno até as 19h desencadeou forte reação no meio político. A organização Ranking dos Políticos divulgou uma nota contundente classificando o episódio como um exemplo de “caos institucional produzido pelo próprio Judiciário”, criticando abertamente o impacto da medida no processo eleitoral.

Alegações de insegurança jurídica e atrito institucional

Publicada às 17h53 deste domingo (25), a manifestação da entidade apontou que a deliberação causou grave instabilidade nas regras do jogo. Na visão da organização, ao agir de forma ampla e de última hora, o STF atropelou a competência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apontado como a instância legítima e juiz natural para gerir o pleito.

A entidade alertou ainda que a extensão do horário gerou brechas que podem fundamentar futuros questionamentos jurídicos sobre o resultado, chegando a citar a abertura de precedentes para pedidos de anulação da disputa. O impacto imediato foi sentido nas próprias zonas eleitorais, provocando incertezas operacionais e forçando o TSE a interromper momentaneamente a apuração dos votos.

Origem dos pedidos nas campanhas adversárias

A movimentação no Judiciário foi motivada por solicitações divergentes protocoladas pelas chapas que disputavam a eleição. A coligação ligada a Lula provocou o STF ao relatar falhas de transporte público em três cidades da Bahia, estendendo o pedido para uma prorrogação de caráter nacional.

Em contrapartida, a campanha de Flávio Bolsonaro direcionou seu pleito à Justiça Eleitoral. O requerimento solicitava tempo extra apenas em áreas específicas dos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, onde fortes temporais causaram transtornos de locomoção e prejudicaram o acesso da população às urnas.

Ajuste de entendimento nas seções eleitorais

A confusão foi ampliada pelo fato de que inúmeras seções já haviam encerrado os trabalhos e começado a computar os boletins de urna no momento em que a decisão veio a público. Para conter as dúvidas sobre uma eventual reabertura de cabines, o ministro Zanin divulgou um esclarecimento logo após as primeiras manifestações.

O magistrado definiu que a postergação até as 19h seria válida estritamente para os locais que permaneciam abertos no momento da notificação. Já nas seções onde os trabalhos tinham sido oficialmente concluídos, o rito seguiu inalterado, com a contagem regular e a validação dos sufrágios.