Sérgio Cabral declara apoio a Lula e exalta aliança histórica

Condenado a mais de 400 anos de prisão, Sérgio Cabral declara apoio a Lula

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral utilizou suas redes sociais para manifestar apoio formal à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em publicação divulgada na sexta-feira (16), o político fluminense enfatizou sua convergência com a agenda progressista do petista e teceu críticas às diretrizes do senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida eleitoral.

Pautas sociais e alinhamento com a agenda petista

No vídeo publicado na internet, Cabral apontou bandeiras prioritárias que motivaram sua decisão, citando a defesa das cotas raciais, os direitos da comunidade LGBTQ+ e o combate à desigualdade social. Ao declarar sua opção nas urnas, o ex-governador frisou que o projeto governamental de Lula reflete sua própria visão sobre distribuição de renda e inclusão social no país.

Parceria administrativa entre Rio de Janeiro e União

Outro ponto central enfatizado por Cabral foi a cooperação institucional estabelecida durante o período em que chefiou o Executivo fluminense, de 2007 a 2014. De acordo com ele, a articulação com o governo federal naquele ciclo garantiu repasses e suporte estratégico para iniciativas de grande escala em infraestrutura, segurança, saúde e habitação.

Entre as realizações conjuntas citadas como marcos dessa gestão compartilhada, destacam-se a criação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no combate à violência urbana e a implantação das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) na rede pública de saúde.

Histórico judicial e anulações na Operação Lava Jato

Alvo de investigações no âmbito da Operação Lava Jato, Cabral chegou a acumular penas que somavam mais de 400 anos de reclusão por acusações de corrupção, lavagem de dinheiro e outros delitos. O político permaneceu sob custódia de novembro de 2016 até dezembro de 2022, data em que deixou o regime fechado.

Desde a sua saída do sistema prisional, uma sucessão de deliberações judiciais vem reformulando o status das sentenças do ex-governador. Em um dos episódios mais recentes, registrado em março de 2024, a Justiça Federal invalidou três condenações que correspondiam a cerca de 40 anos de prisão.