O mercado de trabalho paulista estabeleceu um marco inédito ao atingir quase 25 milhões de pessoas ocupadas em 2025. Trata-se do índice mais elevado já registrado desde o início do levantamento estatístico em 2012. O contingente representa 24% de toda a força de trabalho ativa no Brasil, que encerrou o período com cerca de 103 milhões de profissionais em atividade, englobando funcionários celetistas, servidores públicos, autônomos, informais e trabalhadores domésticos.
Serviços e comércio impulsionam geração de empregos
A liderança paulista na ocupação nacional é impulsionada com força pelas atividades terciárias. O estado concentra expressivos 47,88% de todo o volume de serviços gerado no território brasileiro, reunindo polos de alta tecnologia, intermediação digital via aplicativos, publicidade digital e programas de fidelização financeira.
O segmento de informação, finanças, atividades imobiliárias e administrativas atingiu o maior nível de ocupação desde 2012, congregando sozinho 32,5% de todos os trabalhadores do setor no país. Paralelamente, o comércio e a indústria de transformação também renovaram suas máximas em postos ocupados.
Confira a distribuição dos trabalhadores paulistas por área de atuação:
- Comércio e reparação veicular: 4,493 milhões de trabalhadores (recorde histórico)
- Informação, comunicação, finanças e serviços corporativos: 4,355 milhões de ocupados
- Administração pública, seguridade, saúde e educação: 4,103 milhões de postos
- Indústria geral: 3,817 milhões de ocupados (patamar mais elevado desde 2014)
- Transporte, armazenagem e logística: 1,669 milhão de pessoas
- Construção civil: 1,622 milhão de empregados
- Alojamento e alimentação: 1,349 milhão de postos
- Agropecuária, pesca e produção florestal: 635 mil trabalhadores
Microempresas lideram contratações no território paulista
Desconsiderando o setor público e serviços domésticos, os estabelecimentos privados sediados em São Paulo reuniram mais de 21 milhões de pessoas ativas. A estrutura produtiva revela forte peso dos pequenos negócios: empreendimentos que possuem de 1 a 5 colaboradores absorvem 41% desse contingente, totalizando 8,791 milhões de pessoas.
Por outro lado, as companhias de grande porte, com 51 colaboradores ou mais, sustentam 7,681 milhões de postos de trabalho — o que equivale a 31% de todas as vagas desta categoria no Brasil. Companhias de 11 a 50 funcionários responderam por 2,893 milhões de ocupações, enquanto o grupo de 6 a 10 pessoas empregou 1,958 milhão.
Home office e trabalho veicular recuam aos menores níveis pós-pandemia
Na contramão da expansão geral do emprego, as modalidades de trabalho à distância e em circulação veicular apresentaram desaceleração contínua. Em 2025, o trabalho remoto representou 8,1% dos ocupados no estado (1,717 milhão de profissionais), o menor patamar verificado desde a crise sanitária iniciada em 2020. Ainda assim, a taxa estadual supera a média do país (7,9%), com São Paulo abrigando 26% de todos os teletrabalhadores brasileiros.
Já os profissionais que atuam predominantemente a bordo de veículos automotores somaram 927 mil pessoas (4,3% dos ocupados locais), índice inferior à média federal de 5%. Esse resultado reflete um recuo expressivo diante do ápice registrado em 2024, quando o contingente superava 1,04 milhão de motoristas e entregadores na região.
O desempenho consolidado reflete a força da economia paulista na atração de investimentos e expansão das contratações formais, consolidando a recuperação dos setores produtivos tradicionais e a estabilização das relações trabalhistas presenciais.



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