O presidente norte-americano, Donald Trump, celebrou a recente guinada política da América do Sul em direção ao conservadorismo. Durante pronunciamento a profissionais de imprensa na Casa Branca, o mandatário ressaltou a transformação ideológica do continente e sustentou que todos os concorrentes apoiados diretamente por ele conquistaram vitórias nas urnas.
Transformação conservadora no continente sul-americano
De acordo com a avaliação do chefe de Estado norte-americano, o cenário regional vive uma mudança profunda. O líder republicano pontuou que o tabuleiro político, anteriormente dominado por governos de esquerda, agora pende de maneira expressiva para o espectro conservador, associando essa transição a um ciclo positivo de desenvolvimento e prosperidade econômica.
A menção ao cenário sul-americano surgiu no momento em que repórteres questionaram a respeito de uma potencial chancela de Washington à candidatura de Marine Le Pen na França para o pleito presidencial de 2027.
Apoios diretos e o novo mapa político
Entre os episódios recentes lembrados por Trump esteve o sucesso eleitoral na Colômbia de De la Espriella, jurista que obteve o aval expresso do norte-americano durante sua campanha, triunfou nas urnas em junho e assumiu o comando do Executivo em agosto.
Essa reconfiguração continental reúne outros episódios expressivos nos últimos anos, incluindo a chegada de Javier Milei ao poder na Argentina no fim de 2023, a posse de Rodrigo Paz na Bolívia no final de 2025 e o início da gestão de José Antonio Kast no Chile em março de 2026.
Relações com o cenário político brasileiro
Embora não tenha tratado diretamente do Brasil no pronunciamento recente, o mandatário dos Estados Unidos já havia se posicionado sobre as disputas nacionais. Após o encerramento do primeiro turno das eleições presidenciais de 4 de outubro, Trump comemorou o desempenho do senador Flávio Bolsonaro, classificando a dianteira como uma marca histórica.
No referido pleito, o parlamentar brasileiro obteve 47,03% da preferência do eleitorado, superando os 45,16% conquistados por Luiz Inácio Lula da Silva.
A aliança já havia sido reforçada em maio, quando o líder norte-americano acolheu Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca, acompanhado de Eduardo Bolsonaro e de Paulo Figueiredo. Na oportunidade, além de manifestar votos pela saúde de Jair Bolsonaro, os presentes debateram pautas como tarifas de comércio internacional, exploração de minerais estratégicos e cooperação em segurança pública.



Relacionadas
Pesquisa GERP: Flávio Bolsonaro lidera corrida ao Planalto com 53% dos votos válidos. Lula tem 47%
Certidões de nascimento, casamento e óbito agora podem ser emitidas pela internet sem precisar ir ao cartório
Pediatras alertam para riscos de brinquedos com IA