Um registro bem-humorado e atípico entre os líderes das duas maiores potências do mundo chamou a atenção global. Durante uma visita à sede do governo norte-americano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, arrancou gargalhadas do líder chinês, Xi Jinping, ao exibir uma provocação direcionada ao seu antecessor, o democrata Joe Biden, no tradicional corredor reservado aos retratos dos ex-mandatários do país.
Cena inusitada viraliza nas redes sociais
A gravação divulgada pela Casa Branca ultrapassou a marca de 7 milhões de visualizações na plataforma X. O grande destaque entre os internautas foi a reação espontânea do chefe de Estado chinês, uma figura conhecida pela postura sempre séria em compromissos públicos. Na ocasião, Trump apontou para o espaço onde deveria estar a fotografia oficial de Biden, ocupado desde setembro de 2025 por uma imagem de uma autopen — dispositivo mecânico utilizado para reproduzir assinaturas em larga escala — acompanhada de uma rubrica.
A controvérsia em torno da autopen
A substituição simbólica do quadro reflete uma antiga narrativa do republicano contra a administração anterior. Sem apresentar evidências, Trump reiterou diversas vezes que a equipe de Biden teria governado de maneira irregular, recorrendo à caneta automática para promulgar atos e leis sem a devida ciência do titular do cargo, a quem já rotulou publicamente de “incompetente”.
Essa desconfiança escalou para o âmbito institucional em junho de 2025, quando a presidência determinou a abertura de uma apuração formal para verificar se assessores ocultaram um suposto declínio cognitivo do democrata e banalizaram o recurso. Trump também colocou sob suspeita a legitimidade de indultos presidenciais e decretos expedidos sob esse mecanismo durante a gestão que o derrotou nas urnas em 2020.
Uso habitual entre chefes de Estado americanos
Apesar da exploração política e das críticas republicanas, o emprego de canetas automáticas é uma prática consolidada e recorrente na rotina do Executivo dos Estados Unidos. Diversos ex-presidentes norte-americanos recorreram à tecnologia para sancionar matérias legislativas e expedir documentos oficiais, incluindo Barack Obama e o próprio Donald Trump em mandatos anteriores.
A interação descontraída em Washington ilustra como o atual presidente utiliza a ironia e símbolos da política interna como ferramentas de relacionamento pessoal na diplomacia de alto nível.


Relacionadas
Anatel publica novas regras para prevenir fraudes por meio de SMS
Mulheres matam vendedores de carro após atraí-los para emboscada para roubar veículo no PR, diz delegado
Casos de mpox quase triplicam no RJ e falta vacina no SUS