Enquanto os casos de varíola dos macacos avançam no mundo, com a Organização Mundial da Saúde (OMS) tendo declarado emergência de saúde internacional na última semana, os cientistas buscam entender o perfil da doença neste novo surto, que pela primeira vez se dissemina pelo planeta e afeta regiões de fora do continente africano. Um novo estudo, conduzido por pesquisadores de diversas nações e publicado na revista científica New England Journal of Medicine, aponta uma das características da infecção que tem chamado atenção dos especialistas: 95% dos casos analisados são suspeitos de transmissão durante a relação sexual. Antes do surto atual, sabia-se que o vírus era transmitido por contato prolongado de pele com pele, especialmente com as lesões cutâneas causadas pela doença, mas não havia registros de disseminação tão recorrente entre humanos e em episódio associados ao sexo. Ainda assim, não há confirmação de que a presença do vírus no local é capaz de provocar uma infecção. Logo, não se sabe se relação sexual é de fato uma via primária de transmissão, o que caracterizaria a varíola dos macacos como uma infecção sexualmente transmissível (IST).
Varíola do macaco: 95% dos casos são suspeitos de transmissão durante sexo

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