A COP30, anunciada como o “grande legado ambiental do Brasil”, se transformou, antes mesmo de engrenar, num vexame diplomático internacional. E quem criticou duramente não foi a oposição, foi a ONU, em uma carta oficial revelada pelo Metrópoles.
O documento, assinado por Simon Stiell, secretário-executivo da Convenção do Clima (UNFCCC), aponta falhas graves de segurança, desorganização estrutural e uma logística incapaz de sustentar um evento global desse porte.
Segundo Stiell, as forças de segurança “falharam em agir” quando manifestantes romperam barreiras e ameaçaram a Blue Zone, espaço onde ministros e chefes de Estado circulam. É o tipo de ocorrência que, em qualquer país sério, causaria crise interna imediata; no Brasil – silêncio oficial.
O The Guardian já havia alertado que o próprio organismo reduziu o número de funcionários enviados à COP30 por causa da precariedade da infraestrutura e dos preços delirantes de hospedagem em Belém. A Reuters mostrou que o governo Lula ignorou o pedido da ONU por subsídio de hotéis, mesmo sabendo da explosão de custos que deixava países menores praticamente excluídos.
O jornal francês Le Monde escreveu: Brasil “sob pressão”, temendo um fiasco histórico. Janja, durante um evento com artistas, precisou pedir desculpas pelo calor insuportável dentro da COP30: “Quero pedir desculpa porque sei que o dia hoje foi bastante quente aqui na COP. Estamos tentando resolver.”
A frase é a síntese perfeita da desorganização. Lula ignorou diretamente a carta e repetiu que Belém “não será mais a mesma”. O governo está mais preocupado em preservar a narrativa do que enfrentar o fiasco organizacional exposto diante do mundo.
Fonte: Metrópoles


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