A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2007/24, de autoria do deputado federal Acácio Favacho (MDB-AP), que proíbe operadoras de planos de saúde de recusarem a contratação, suspenderem, rescindirem ou deixarem de renovar unilateralmente contratos de clientes diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O texto aprovado é uma resposta às denúncias recentes de mães de crianças autistas contra operadoras como Amil e Unimed, acusadas de cancelar contratos de pacientes em tratamento contínuo.
Segundo Favacho, a medida é fundamental para proteger a saúde e o desenvolvimento das pessoas com TEA.
“O encerramento prematuro do contrato por parte do plano de saúde é arbitrário e resulta em grave risco para a saúde do beneficiário em tratamento médico contínuo. Esse é um direito fundamental que precisa ser garantido”, afirmou o parlamentar.
O deputado também destacou que a interrupção abrupta do tratamento compromete não apenas a saúde física, mas também o desenvolvimento social e adaptativo dos pacientes.
“Crianças com comprometimento no desenvolvimento adaptativo e social não podem ter seu tratamento suspenso abruptamente. Isso coloca em risco o seu direito ao pleno desenvolvimento, evolução e socialização”, completou.


Relacionadas
EUA lançam bombardeio contra Irã após helicóptero ser abatido
CCJ da Câmara adia análise da PEC da redução da maioridade penal
CNJ apre processo contra desembargador acusado de crimes sexuais