O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, reagiu publicamente à decisão do ministro Alexandre de Moraes, defendeu o sigilo da fonte jornalística e indicou que levará o caso para julgamento no plenário da Corte. Em nota oficial lida na abertura da sessão do tribunal, Fachin reforçou que o direito dos jornalistas de proteger suas fontes é uma garantia constitucional inalterada e que investigações não podem mirar a atividade da imprensa.
O que aconteceu?
O ministro Alexandre de Moraes determinou uma operação de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão. Para identificar a fonte, Moraes ordenou a quebra do sigilo telemático (mensagens e dados eletrônicos) do jornalista Luís Pablo. O repórter havia publicado textos sobre o uso de carros oficiais do Tribunal de Justiça por parentes do ministro Flávio Dino. A Polícia Federal alegou que o jornalista e Cutrim, sua fonte, faziam parte de uma suposta rede montada para monitorar e “perseguir” Dino.

Relacionadas
Jim Caviezel diz que Bolsonaro está tendo direitos violados e que comunismo dominou o país
Empresário anuncia que não contratará artistas que apoiaram Lula para o pré-Carnaval de João Pessoa
Temporal: Família sai para almoçar, volta e encontra casa completamente destruída