A Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) publicou hoje (2) uma portaria de inatividade que manda para a reserva o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, preso sob acusação de feminicídio pela morte da esposa, a PM Gisele Alves Santana. A portaria assinada apenas Diretoria de Pessoal da PM diz que, pela lei, Geraldo Neto tem o direito da aposentadoria pelos critérios proporcionais de idade, com vencimentos integrais.
Ou seja, mesmo aposentado, ele continuará recebendo o salário que – no mês de fevereiro de 2026, antes da prisão – foi de R$ 28,9 mil brutos, segundo o site da Transparência do Governo de São Paulo. A PM afirma que a aposentadoria não faz com que o tenente-coronel escape do processo de expulsão da corporação, aberto pela Corregedoria contra o oficial. A aposentadoria pode ser questionada na Justiça.
Pais de Gisele questionam aposentadoria
Os pais da soldado Gisele Alves Santana, morta em fevereiro com um tiro na cabeça, reagiram com revolta e indignação à decisão da PM de São Paulo de transferir para a reserva o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Em depoimento, o pai de Gisele, José Simonal Telles, criticou a medida e a rapidez do processo. “Você acha justo a população do estado de São Paulo pagar salário para um monstro desse, covarde que matou sua mulher e colega de farda porque disse não pra ele?”, questionou, pontuando em seguida que “para aposentar ele foi rápido, para a minha filha sobrou o caixão e o luto para a família”.



Relacionadas
Copiloto passa mal durante voo de Curitiba (PR) a Campinas (SP)
“Singulto”: boletim de Bolsonaro traz quadro de soluços acima da média
Fachin nega suspeição de Kassio para decidir sobre CPI do Master