A PwC, a partir do relatório “The Long View: How will the global economic order change by 2050?” emitiu uma projeção, de que o Brasil poderá se tornar a quinta maior economia do mundo até 2050. As estimativas da PwC utilizam o critério de paridade do poder de compra (PPC), que ajusta o PIB pelo custo de vida local.
Para tirar esta projeção do papel, no entanto, far-se-á necessário superar gargalos estruturais, e aumentar a produtividade nacional. Com o intuito de sustentar um crescimento do PIB em índices compatíveis para o cumprimento da projeção da PwC (entre 3% e 4,0% ao ano), o Brasil precisará elevar a sua taxa de investimento medida pela Formação Bruta de Capital Fixo – FBCF em relação ao PIB. Hoje, segundo o IBGE, temos uma taxa de 16,5% do PIB. Precisamos alcançar a marca de 25%.
Com o orçamento público comprimido por despesas obrigatórias, e com o esgotamento da capacidade de elevação da carga tributária, a expansão da infraestrutura (ferrovias, saneamento, energia e dados) dependerá da atração contínua de investimento privado de longo prazo.
Neste diapasão, o comércio exterior se posiciona como elemento primordial. Ele se constitui em alavanca para a captação de recursos internacionais destinados, principalmente, à infraestrutura portuária, de transportes, de mineração e de geração de energia limpa.
A posição de vanguarda brasileira no agro, e no setor de minerais estratégicos, facilita prognosticar um interesse crescente de investidores internacionais na infraestrutura do país (com destaque para a portuária, por onde passa mais de 95% do nosso comércio exterior).
Some-se a estas duas “verticais de ouro” já consolidadas, uma terceira em processo de consolidação – o hidrogênio verde (H2V). O H2V possui vocação para se tornar o terceiro motor, capaz de tracionar o interesse dos investidores estrangeiros na nossa infraestrutura. Países da Europa e da Ásia têm metas agressivas de descarbonização e importação de energia limpa. O Brasil, por sua vez, desponta como um dos fornecedores mais competitivos do mundo em H2V, devido à abundância água e de energia eólica e solar.
A potencialização de plantas de H2V incrementará a entrada de investimentos privados na infraestrutura brasileira, principalmente na aquaviária. Isto gerará milhares de empregos e impulsionará indústrias satélites de alta tecnologia, como a produção de amônia verde para exportação e a fabricação de fertilizantes nitrogenados. Estima-se que até 2030 o Brasil terá o menor custo de produção de hidrogênio verde do mundo, tornando os nossos terminais marítimos os pontos de saída da energia mais barata e limpa do planeta.
Previsibilidade de regras, estabilidade nos contratos e capacidade de inserção nas cadeias globais de valor são pré-requisitos para que fundos soberanos e de venture capital aloquem recursos de longo prazo.
No entanto, o país da segurança alimentar, da diversidade mineral e, cada vez mais, da energia limpa, precisará contornar o pânico dos investidores, diante do cipoal burocrático existente. A alternativa mais efetiva passa pela adoção de tecnologias de IA regulatória (IAR). Uma IAR transforma o gerenciamento de riscos de reativo (remediar multas e intimações após o recebimento), em proativo, chamando os investidores para o jogo.
De olho na real possibilidade de potencializar o comércio exterior e tornar o país a quinta economia do globo, a FUNCEX – Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais e a JX IA entabularam uma aliança única, destinada a universalizar o uso de IAR no país.
A FUNCEX é uma instituição privada, sem fins lucrativos, criada para promover o comércio exterior brasileiro. A JX é uma empresa brasileira disruptiva, que desenvolveu a mais completa e robusta plataforma de IAR do mercado, destinada a disponibilizar o mapa completo do setor regulatório do país.
A parceria assinada entre a FUNCEX e a JX terá papel decisivo na redução dos riscos de investimentos de longo prazo. Esta aliança ajudará a destravar a entrada de aportes bilionários de capital para a infraestrutura pátria, robustecendo a posição do Brasil diante da geopolítica global e tornando real a projeção de nos tornarmos a quinta economia mundial em menos de 25 anos. Vamos em frente, pois temos um compromisso para com as gerações futuras.
Mauro Souza
Mauro Souza é engenheiro elétrico com pós-graduação em robótica e mestrado em telecomunicações.
Atuou como gestor do SERPRO (Serviço Federal de Processamento de Dados), diretor de tecnologia no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e no STF (Supremo Tribunal Federal) e diretor de tecnologia na Presidência da República.
Foi presidente do Conselho de Modernização dos Correios, e diretor executivo de empresas nacionais e multinacionais. No momento é sócio fundador e CEO da Quantum Tecnologia, sócio e CEO da BX Analytics, CEO da JX Tecnologia e IA e diretor da Regional Brasília da FUNCEX (Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais).
Autor do livro “Política de Tecnologia da Informação no Brasil: um Caminho para o Século XXI”, foi professor de pós-graduação da Universidade Católica de Brasília e eleito IT Leader pelo International Data Group.
Foi membro do Comitê Executivo do Governo Eletrônico (destinado a instituir a política de tecnologia da informação do Governo Brasileiro) e membro do Comitê Executivo para a Política de Segurança das Informações do Governo Federal.


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