O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o presidente Lula (PT) é uma pessoa “muito volátil”, e que “não poderia se importar menos” com o líder brasileiro.
A fala de Trump foi dada em entrevista ao site norte-americano Axios e divulgada nesta sexta-feira (19). A declaração ocorre em um contexto de tensão entre Estados Unidos e Brasil, após o governo norte-americano aplicar um novo tarifaço contra produtos brasileiros e classificar as facções PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas.
Perguntado se era fã de Lula, Trump disse que não pensa nele e teceu críticas ao presidente brasileiro. “Realmente não penso nele. Não estou nem aí. Mas agora ele é um tipo de pessoa diferente. Ele é muito volátil. Eu vi como ele fez um discurso. Foi muito volátil, e tudo bem”, disse.
O “Tarifaço” dos EUA contra o Brasil
A equipe econômica norte-americana estuda a aplicação de dois cenários de tarifas que podem impactar diretamente as exportações brasileiras:
- Sobretaxa bilateral de 25%: Aplicada especificamente a produtos do Brasil. Afeta setores cruciais como máquinas, plástico, madeira, calçados e pescados. Os EUA deram um prazo inicial de decisão até 15 de julho.
- Tarifa global de 12,5%: Uma sobretaxa direcionada a dezenas de países decorrente de políticas internas americanas. Se aplicadas de forma cumulativa, algumas mercadorias brasileiras correm o risco de sofrer uma taxação total de até 37,5%.
As Justificativas de Washington
- Regulamentação Tecnológica: Descontentamento com as propostas do Brasil para regrar o funcionamento de big techs e discussões indiretas envolvendo o Pix.
- Geopolítica e Meio Ambiente: Questionamentos ligados a metas de desmatamento na Amazônia e retaliações às parcerias comerciais mantidas pelo Brasil com o Irã (as quais o governo brasileiro defende que se restringem à segurança alimentar).
- Tensões de Segurança: Críticas cruzadas após os EUA classificarem as facções brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Em contrapartida, Lula criticou a postura de Trump e revelou ter entregue um documento apontando que as armas apreendidas com o crime organizado no Brasil entram via Miami, e que o estado de Delaware serve para lavagem de dinheiro das facções.


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