A aposentada Elizabete Arrabaça, de 68 anos, presa sob suspeita de matar a nora e a filha envenenadas no começo do ano passado, novamente se tornou ré na Justiça. Ela, que já responde pelo feminicídio da nora Larissa Rodrigues, agora também deve ir a júri popular por tentado matar uma amiga em 2017, igualmente por envenenamento.
Elizabete, então, é ré pelo feminicídio qualificado da nora e pela tentativa de homicídio da amiga, além de ser acusada de ter matado a própria filha – caso que ainda carece de análise da Justiça. Todas as mortes foram causadas por envenenamento. A aposentada está presa na Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, há quase um ano. A defesa nega participação da mulher nos crimes.
Elizabete e o filho, o médico Luiz Antônio Garnica, de 38 anos, foram presos em 6 de maio pela morte da professora de pilates Larissa Rodrigues, 37 – esposa de Luiz e nora de Elizabete. A vítima foi encontrada sem vida no apartamento em que morava com o marido em 22 de março do ano passado em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
Um laudo toxicológico apontou a presença de chumbinho no corpo de Larissa. A principal suspeita é que ela tenha sido morta envenenada pela sogra, com conivência do marido.
Após a Justiça aceitar a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), mãe e filho se tornaram réus por feminicídio com três qualificadoras: motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e insidioso ou cruel por envenenamento. Os dois irão a júri popular, que ainda não tem data marcada.
Com a repercussão do caso, a Polícia Civil passou a investigar a morte de Nathalia Garnica, 42, filha de Elizabete e irmã de Luiz. Ela morreu um mês antes de Larissa sob circunstâncias suspeitas, inicialmente por causas naturais, na cidade de Pontal, no interior paulista.
Após a prisão da dupla, o Instituto Médico Legal (IML) realizou um novo exame no corpo de Nathalia, que identificou a presença de chumbinho – mesmo veneno identificado no corpo da professora. Além disso, Elizabete foi a última pessoa a estar com ambas antes da morte.
Fonte: Metrópoles


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