Projeto “Cadeira Vazia”, realizado durante os Jogos Universitários Brasileiros, alerta para a violência contra a mulher e homenageia vítimas de feminicídio
Entre atletas, torcedores e delegações que participam dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs), uma cena tem chamado a atenção de quem circula pelo Boulevard dos Atletas. Em meio à movimentação da maior competição universitária do país, cadeiras vazias adesivadas em vermelho carregam uma mensagem impactante: “Esta cadeira está vazia pois uma mulher que deveria estar estudando foi vítima de feminicídio”.
A instalação faz parte do projeto Cadeira Vazia, iniciativa da Companhia Ser Educacional, mantenedora das instituições UNINASSAU, UNAMA, UNINORTE, UNI7, UNIFAEL e UNG, e reforça as ações do Agosto Lilás, campanha nacional dedicada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher.
Mais do que um elemento visual, a cadeira simboliza a ausência de mulheres que tiveram suas trajetórias interrompidas pela violência de gênero. Em um ambiente marcado pela celebração do esporte, da educação e dos sonhos de milhares de jovens universitários, a ação convida o público à reflexão sobre uma realidade que continua afetando milhares de brasileiras todos os anos.
Cada cadeira conta com um QR Code que direciona para uma cartilha educativa com informações sobre os diferentes tipos de violência contra a mulher, orientações sobre como identificar sinais de abuso e os canais disponíveis para denúncia e acolhimento.
O material destaca que a violência pode se manifestar de diversas formas, incluindo agressões físicas, psicológicas, sexuais, patrimoniais e morais, além de situações de assédio sexual, moral e virtual. A cartilha também apresenta informações sobre legislações de proteção às mulheres, como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, além de orientar vítimas e familiares sobre onde buscar ajuda.
A iniciativa integra o Programa Ser Mulher, que reúne uma série de ações voltadas ao enfrentamento da violência de gênero. Entre elas estão a oferta de bolsas de graduação digital para mulheres vítimas de violência doméstica, atendimento psicológico por meio das clínicas-escola da instituição e assistência jurídica realizada pelos Núcleos de Práticas Jurídicas.
Segundo a gerente de Governança Ambiental e Social da Ser Educacional, Adriane Mendes, levar o projeto para o principal evento do esporte universitário brasileiro representa um importante gesto de conscientização.
“O esporte universitário é um espaço de vida, de sonho e de convivência, mas também é um espaço de reflexão e empatia. Essa cadeira vazia representa mulheres que não estão mais aqui por causa da violência de gênero, mas também simboliza o nosso compromisso de não nos silenciarmos diante dessa realidade”, afirma.
Para ela, o alcance dos Jogos Universitários Brasileiros amplia o potencial transformador da campanha ao sensibilizar jovens de diferentes regiões do país. “O esporte é um lugar de diálogo, respeito e transformação, por isso reafirmamos que o esporte educa, acolhe e também salva vidas. Cada cadeira vazia é um convite à responsabilidade coletiva de ocupar o nosso lugar na luta pela vida das mulheres de nossa sociedade”, completa.


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