A saída do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) do Brasil aos Estados Unidos gerou alerta nas autoridades envolvidas no processo de plano de golpe. O parlamentar foi condenado a 16 anos de prisão em regime fechado e a Polícia Federal (PF) suspeita que ele tenha saído de carro pela fronteira a um país vizinho e depois pego um voo para os EUA.
Integrantes da PF internamente questionam a frequência de Ramagem na Câmara dos Deputados, até com voto registrado no PL Antifacção. O deputado, porém, apresentou atestados médicos: primeiro, de um mês e, depois, de dois meses (até 12 de dezembro). Os atestados são diferentes de uma licença médica, que exigiria afastamento. Dessa forma, o parlamentar se mantém autorizado a votar.
Na quarta-feira (19), o PSOL pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à PF a prisão de Ramagem. No entanto, conforme a TV Globo, a prisão preventiva do parlamentar já havia sido decretada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Condenação
Ramagem foi condenado a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão pelos crimes de: organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
Os ministros da 1ª Turma entenderam que Ramagem usou a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da qual foi diretor na gestão Bolsonaro, para vigiar adversários políticos.
E que o deputado ajudou Bolsonaro nos ataques ao sistema eleitoral para manter o ex-presidente no poder.


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